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Como contratar um advogado trabalhista?

28 de fevereiro de 2024
Como contratar um advogado trabalhista?

Contratar um advogado trabalhista é um passo importante para quem está enfrentando problemas no trabalho ou tem dúvidas sobre seus direitos. Vamos explicar de forma simples como fazer isso:

Pesquisar

Comece procurando advogados especializados em direito do trabalho. Você pode pedir recomendações a amigos, familiares ou colegas que já passaram por situações semelhantes. Também pode procurar na internet ou consultar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da sua região para encontrar profissionais qualificados.

Verificar Qualificações

Confira se o advogado tem experiência especializada na área de direito trabalhista. Veja se ele está registrado na OAB e se possui boas referências ou avaliações de outros clientes. Veja se possui sólida formação acadêmica (se estudou em boas instituições de ensino e se ele se mantém atualizado). É importante escolher um profissional que entenda bem das leis trabalhistas e que tenha experiência em casos como o seu.

Marcar uma Consulta

Entre em contato com o advogado para marcar uma consulta inicial. Muitos advogados oferecem a primeira consulta gratuitamente ou cobram uma taxa reduzida. Advogados com experiência ou renomados podem cobrar consulta. Essa é uma oportunidade para você explicar seu caso e para o advogado avaliar como pode ajudar.

Preparar Documentos

Antes da consulta, junte todos os documentos relacionados ao seu contrato de trabalho (em PDF), e ao problema que você está enfrentando. Isso inclui contratos, holerites, comunicações com a empresa, registros de ponto e qualquer outro documento que possa ser relevante.

Fazer Perguntas

Durante a consulta, faça todas as perguntas que tiver. Pergunte sobre a experiência do advogado, como ele planeja lidar com o seu caso, quais são as chances de sucesso e quanto tempo o processo pode levar. Também é importante perguntar sobre os custos, incluindo os honorários advocatícios e outras despesas relacionadas ao processo.

Discutir Honorários

Converse sobre como serão cobrados os honorários. Alguns advogados trabalham com honorários fixos ou mensais, outros cobram um percentual sobre o valor que você receber no processo, e também podem cobrar fixos acrescidos de valor mensal para cobrir as despesas do processo. Certifique-se de entender todos os detalhes e de ter tudo acordado por escrito.

Decidir

Após a consulta, avalie se você se sentiu confortável com o advogado e se confia na capacidade dele de representar seus interesses. Se sim, você pode formalizar a contratação, assinando um contrato de prestação de serviços advocatícios que detalhe os termos do serviço, incluindo os honorários.

Lembre-se, escolher o advogado certo é crucial para o sucesso do seu caso. Tome seu tempo para tomar uma decisão informada e escolha um profissional com quem você se sinta confiante e confortável.

Veja mais:

Como abrir um processo na Justiça do Trabalho?

Quanto um advogado trabalhista cobra por um processo?

Quanto tempo demora uma causa na Justiça do Trabalho?

Advogado Trabalhista em Curitiba
Rodrigo Fortunato Goulart
OAB/PR sob nº 36.980
Com 25 anos de experiência na área trabalhista, é Mestre e Doutor em Direito pela PUCPR, Diretor do Departamento de Direito do Trabalho do Instituto dos Advogados do Paraná e Professor de Relações Trabalhistas e Saúde no Trabalho na Escola de Negócios da PUCPR.
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FAQ

PERGUNTAS
FREQUENTES

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Se você foi mandado embora sem justa causa, tem direito a receber: salário dos dias trabalhados, aviso prévio (se não foi cumprido), férias proporcionais + 1/3, 13º salário proporcional, multa de 40% sobre o FGTS, além de poder sacar o FGTS e, se tiver direito, pedir o seguro-desemprego. Dependendo do seu caso, pode haver outros direitos.
O salário e o FGTS devem ser pagos na data certa. Se houver atrasos constantes, isso pode ser motivo para encerrar o contrato de trabalho por culpa do patrão (rescisão indireta). Além disso, o trabalhador pode receber juros e correções pelos dias de atraso e até uma indenização por danos morais, se for o caso.
Sim. Mesmo sem registro na carteira, você pode ter direito a todos os benefícios de um trabalhador com carteira assinada, como FGTS, férias, 13º salário, INSS e outros. Se o patrão não reconhece isso, é possível entrar na Justiça e apresentar provas para garantir seus direitos.
Se você sofreu um acidente de trabalho, pode ter direito a afastamento com pagamento do INSS, estabilidade no emprego depois que voltar ao trabalho e até indenização, dependendo do caso. Se o acidente deixou sequelas, pode haver direito à aposentadoria por invalidez, pensão vitalícia (paga pela empresa) ou outros benefícios.
As horas extras só podem ser exigidas dentro da lei. Se você trabalha além do horário normal, tem direito a receber um valor maior por cada hora extra (pelo menos 50% a mais do que a hora normal). Algumas categorias podem ter regras diferentes em acordo ou convenção coletiva.
Não. O patrão não pode mudar seu contrato de trabalho para piorar suas condições sem seu consentimento. Se isso acontecer e te prejudicar, você pode ter o direito de pedir a rescisão indireta do contrato e receber todas as verbas como se tivesse sido demitido sem justa causa.
A lei garante estabilidade para mulheres grávidas desde o início da gestação até cinco meses depois do parto. Se for demitida nesse período, pode pedir para ser reintegrada ao trabalho ou receber uma indenização.
Se o patrão manda um funcionário abrir uma empresa (CNPJ ou MEI) só para continuar trabalhando do mesmo jeito que antes, isso pode ser uma fraude chamada “pejotização”. Se houver subordinação, horário fixo e obrigações como as de um empregado, pode ser possível pedir na Justiça o reconhecimento do vínculo empregatício e receber todos os direitos previsto em lei.
Sempre que tiver dúvidas ou problemas no seu trabalho, como salário atrasado, demissão injusta, assédio, não pagamento de direitos, trabalho sem carteira assinada, entre outros. Um advogado pode orientar sobre o que fazer e se vale a pena entrar na Justiça.
Na consulta, o advogado analisa o seu caso, verifica documentos, esclarece dúvidas e explica quais são os possíveis caminhos para resolver o problema. Dependendo da situação, pode ser feito um acordo com a empresa ou, se necessário, uma ação na Justiça.
O valor depende do caso e do advogado. Cada profissional tem liberdade para estabelecer o preço dos seus serviços. Profissionais experientes podem cobrar um valor fixo pela consulta ou pelo processo, enquanto outros podem trabalhar com um percentual do valor que o cliente receber no final da ação (honorários em caso de vitória). Tudo deve ser combinado antes, de forma transparente.
O tempo pode variar bastante. Se houver um acordo, pode ser resolvido rapidamente. Mas, se precisar de uma decisão da Justiça, pode levar meses ou até anos, dependendo do caso e dos recursos.
Depende. Depois da Reforma Trabalhista, quem perde a ação pode ser condenado a pagar honorários ao advogado da outra parte, mas há exceções. Também pode haver custos do processo, dependendo do contrato feito com seu advogado. Por isso, é importante entender tudo antes de entrar com a ação.
Os documentos mais importantes são: carteira de trabalho física ou digital, holerites (contracheques), contrato de trabalho, comprovantes de pagamento, extrato do FGTS, carta de demissão e qualquer outro que mostre como era a relação de trabalho. Se não tiver todos, o advogado pode te orientar sobre como reunir provas.

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