
Depois de um acidente de trabalho grave, o choque vem primeiro.
A dor física aparece.
O medo se instala.
E, logo depois, surge uma sensação ainda mais pesada: a empresa começa a se afastar.
Frases como estas se repetem:
“Foi fatalidade.”
“Era risco da função.”
“Você se descuidou.”
Para quem está machucado, em tratamento ou convivendo com sequelas, isso gera revolta e insegurança.
A dúvida é imediata:
será que eu tenho algum direito ou vou ficar sozinho nessa história?
Este texto é para você que ainda não decidiu entrar com ação, mas sente que algo está errado — e quer entender, com clareza, o que a lei realmente diz.
Não.
E esse é um dos maiores mitos.
Para existir direito à indenização, não é necessário que a empresa tenha causado o acidente de forma direta e exclusiva.
Basta que o trabalho tenha:
Ou seja, responsabilidade não é sinônimo de culpa direta.
🔲 No Direito do Trabalho, o foco está no risco da atividade e na proteção do trabalhador, não apenas na culpa individual.
Na prática, muitos acidentes acontecem em contextos como:
Mesmo assim, a empresa costuma alegar que:
“o trabalhador sabia do risco”;
“foi descuido”;
“não houve falha”.
⚠️ Essas alegações não encerram a discussão jurídica.
Muitos trabalhadores, fragilizados, acabam aceitando a narrativa patronal.
Ficam em silêncio.
Tentam “seguir a vida”.
O problema é que:

Segundo o advogado trabalhista Rodrigo Fortunato Goulart, doutor em direito,
“o maior prejuízo do trabalhador acidentado é acreditar, cedo demais, que não tem direito algum.”
Não necessariamente.
Mesmo que o trabalhador tenha cometido algum erro, isso não exclui automaticamente a responsabilidade da empresa.
O Direito do Trabalho analisa:
Além disso, existe o conceito de culpa concorrente, em que:
Cada caso exige análise técnica.
🧩 Que direitos podem existir após um acidente grave?
Dependendo do caso, o trabalhador pode ter direito a:
Esses direitos não são automáticos, mas também não são raros.
Imagine um trabalhador que:
Ou alguém que:
Essas situações aparecem todos os dias na Justiça do Trabalho.
Antes de aceitar a versão da empresa ou desistir de buscar direitos, alguns cuidados são essenciais:
✔️ guardar exames, laudos e atestados;
✔️ anotar como o acidente aconteceu;
✔️ identificar testemunhas;
✔️ preservar mensagens e ordens recebidas;
✔️ buscar informação antes de agir.
Sentir medo é normal.
Duvidar também.
O que não pode acontecer é sofrer duas vezes:
primeiro com o acidente,
depois com a injustiça.
Buscar informação não obriga ninguém a entrar com processo.
Mas abre os olhos para direitos que muita gente só descobre tarde demais.
Um acidente de trabalho grave muda rotinas, planos e expectativas.
Quando a empresa se exime de responsabilidade, o impacto é ainda maior.
Entender o que a lei prevê é o primeiro passo para decidir com consciência.
E decisão informada sempre protege mais do que o silêncio.
Veja também:
Acidente de trabalho: Direitos do trabalhador e sua família
Qual o valor da pensão por morte em caso de acidente de trabalho?

por Agência de Marketing Digital
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