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Perda de dedos do pé no trabalho: quais indenizações receber?

5 de dezembro de 2025

Quando a perda de dedos do pé transforma sua rotina, a lei garante proteção completa ⚖️

🎗️ A perda de dedos do pé em um acidente de trabalho é um dos acontecimentos mais dolorosos e assustadores para qualquer trabalhador.

Além da dor física, surge o medo de não conseguir mais trabalhar como antes.

A boa notícia é que a lei brasileira garante vários direitos nesses casos.

⚖️ O que acontece juridicamente quando o trabalhador perde dedos do pé?

Quando o trabalhador sofre amputação de dedos do pé, ele acaba tendo dificuldades para caminhar, manter equilíbrio e ficar longos períodos em pé.

Isso afeta diretamente a rotina de trabalho e a vida pessoal.

Além disso, muitos trabalhadores contam que a empresa tenta diminuir a gravidade do acidente.

Às vezes, a empresa nem registra a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) ou tenta colocar a culpa na própria vítima.

Isso aumenta a sensação de abandono.

Advogado Trabalhista em Curitiba

💬 Segundo o advogado trabalhista Rodrigo Fortunato Goulart, doutor em direito, “a amputação não atinge apenas o corpo; ela toca a dignidade da pessoa, e por isso a reparação deve ser completa”.

🎯 Quando a empresa deve indenizar?

A empresa deve pagar indenização quando não oferece condições de segurança adequadas.

Isso acontece em situações como:

  • Falta de equipamentos de proteção (EPI);

  • Treinamento insuficiente;

  • Máquinas sem manutenção;

  • Pressão por produção que leva o trabalhador ao risco;

  • Falta de sinalização ou organização no ambiente de trabalho.

Quando o acidente é evitável e acontece por falha da empresa, ela é responsável pela indenização.

E mesmo se o trabalhador tiver contribuído de alguma forma, a Justiça do Trabalho costuma reconhecer que a empresa tem o dever maior de proteger.

💰 Quais indenizações o trabalhador pode receber?

A perda de dedos do pé costuma gerar três tipos de indenização:

1. Indenização por danos morais 💬

O dano moral serve para compensar o sofrimento, o trauma e a mudança na qualidade de vida.

A amputação causa impacto emocional profundo e os tribunais entendem isso.

2. Pensão mensal pela redução da capacidade de trabalho 💰

Quando a amputação causa limitação permanente - mesmo que parcial - o trabalhador pode receber uma pensão vitalícia.

Por exemplo: ao perder dois dedos do pé, a pessoa pode ter dificuldade para caminhar longas distâncias ou ficar muito tempo em pé.

Isso reduz sua capacidade laboral.

A pensão é calculada de acordo com o percentual dessa limitação.

3. Danos materiais e despesas médicas 🎗️

O trabalhador pode pedir o reembolso de tudo o que gastou para tratar da lesão, como:

  • Medicamentos;

  • Fisioterapia;

  • Exames e cirurgias;

  • Palmilhas especiais ou próteses;

  • Deslocamentos para atendimento médico;

  • Perda salarial em períodos afastados.

A indenização existe para permitir que a vítima reorganize a vida com dignidade.

📌 Como reunir provas para aumentar as chances de ganhar o processo?

Algumas atitudes simples fazem toda a diferença:

  • Tire fotos do local do acidente;

  • Guarde todos os exames e atestados;

  • Anote o nome de colegas que viram o acontecimento;

  • Guarde conversas, e-mails ou mensagens internas;

  • Registre ou solicite a emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho).

Além disso, a perícia médica realizada no processo confirma a extensão da lesão e o impacto no trabalho.

Por outro lado, mesmo que a empresa alegue que o acidente foi culpa do trabalhador, existem formas de provar falhas de segurança.

⚖️ Veja decisão da Justiça do Trabalho sobre o tema

Um caso real julgado pela Justiça do Trabalho mostra como os tribunais tratam esse tipo de acidente:

Processo: AIRR-25240-62.2007.5.12.0009. Nesse processo, o Tribunal Superior do Trabalho manteve:

  • Uma pensão mensal proporcional à redução de 40% da capacidade laboral;

  • Uma indenização de R$ 100.000,00 pelos danos morais.

A decisão reconheceu que a perda de dois dedos do pé causa deformidade irreversível e impacto permanente na vida da vítima.

Isso reforça que a amputação é tratada como um dano grave, que merece reparação expressiva.

🎗️ Você não está sozinho

Quem sofre uma amputação costuma se sentir inseguro, envergonhado e com medo do futuro.

Isso é normal. A dor não é apenas física: é emocional.

É importante saber que você não está sozinho e que existe amparo legal para garantir sua proteção e sua recuperação.

🔎 O que fazer agora?

Se você sofreu a perda de dedos do pé no trabalho, procure orientação jurídica o quanto antes. Cada caso tem detalhes que podem aumentar o valor da indenização.

Além disso, agir rápido evita que provas importantes se percam.


Conclusão

A amputação de dedos do pé no ambiente de trabalho gera direitos importantes.

O trabalhador pode receber indenização moral, pensão mensal e reembolso de despesas médicas.

A lei existe para garantir justiça, dignidade e reconstrução da vida após um acidente tão grave.

Buscar orientação especializada é um passo seguro para entender quais caminhos seguir e qual é o valor real da reparação devida.

Advogado Trabalhista em Curitiba
Rodrigo Fortunato Goulart
OAB/PR sob nº 36.980
Com 25 anos de experiência na área trabalhista, é Mestre e Doutor em Direito pela PUCPR, Diretor do Departamento de Direito do Trabalho do Instituto dos Advogados do Paraná e Professor de Relações Trabalhistas e Saúde no Trabalho na Escola de Negócios da PUCPR.
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FAQ

PERGUNTAS
FREQUENTES

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Se você foi mandado embora sem justa causa, tem direito a receber: salário dos dias trabalhados, aviso prévio (se não foi cumprido), férias proporcionais + 1/3, 13º salário proporcional, multa de 40% sobre o FGTS, além de poder sacar o FGTS e, se tiver direito, pedir o seguro-desemprego. Dependendo do seu caso, pode haver outros direitos.
O salário e o FGTS devem ser pagos na data certa. Se houver atrasos constantes, isso pode ser motivo para encerrar o contrato de trabalho por culpa do patrão (rescisão indireta). Além disso, o trabalhador pode receber juros e correções pelos dias de atraso e até uma indenização por danos morais, se for o caso.
Sim. Mesmo sem registro na carteira, você pode ter direito a todos os benefícios de um trabalhador com carteira assinada, como FGTS, férias, 13º salário, INSS e outros. Se o patrão não reconhece isso, é possível entrar na Justiça e apresentar provas para garantir seus direitos.
Se você sofreu um acidente de trabalho, pode ter direito a afastamento com pagamento do INSS, estabilidade no emprego depois que voltar ao trabalho e até indenização, dependendo do caso. Se o acidente deixou sequelas, pode haver direito à aposentadoria por invalidez, pensão vitalícia (paga pela empresa) ou outros benefícios.
As horas extras só podem ser exigidas dentro da lei. Se você trabalha além do horário normal, tem direito a receber um valor maior por cada hora extra (pelo menos 50% a mais do que a hora normal). Algumas categorias podem ter regras diferentes em acordo ou convenção coletiva.
Não. O patrão não pode mudar seu contrato de trabalho para piorar suas condições sem seu consentimento. Se isso acontecer e te prejudicar, você pode ter o direito de pedir a rescisão indireta do contrato e receber todas as verbas como se tivesse sido demitido sem justa causa.
A lei garante estabilidade para mulheres grávidas desde o início da gestação até cinco meses depois do parto. Se for demitida nesse período, pode pedir para ser reintegrada ao trabalho ou receber uma indenização.
Se o patrão manda um funcionário abrir uma empresa (CNPJ ou MEI) só para continuar trabalhando do mesmo jeito que antes, isso pode ser uma fraude chamada “pejotização”. Se houver subordinação, horário fixo e obrigações como as de um empregado, pode ser possível pedir na Justiça o reconhecimento do vínculo empregatício e receber todos os direitos previsto em lei.
Sempre que tiver dúvidas ou problemas no seu trabalho, como salário atrasado, demissão injusta, assédio, não pagamento de direitos, trabalho sem carteira assinada, entre outros. Um advogado pode orientar sobre o que fazer e se vale a pena entrar na Justiça.
Na consulta, o advogado analisa o seu caso, verifica documentos, esclarece dúvidas e explica quais são os possíveis caminhos para resolver o problema. Dependendo da situação, pode ser feito um acordo com a empresa ou, se necessário, uma ação na Justiça.
O valor depende do caso e do advogado. Cada profissional tem liberdade para estabelecer o preço dos seus serviços. Profissionais experientes podem cobrar um valor fixo pela consulta ou pelo processo, enquanto outros podem trabalhar com um percentual do valor que o cliente receber no final da ação (honorários em caso de vitória). Tudo deve ser combinado antes, de forma transparente.
O tempo pode variar bastante. Se houver um acordo, pode ser resolvido rapidamente. Mas, se precisar de uma decisão da Justiça, pode levar meses ou até anos, dependendo do caso e dos recursos.
Depende. Depois da Reforma Trabalhista, quem perde a ação pode ser condenado a pagar honorários ao advogado da outra parte, mas há exceções. Também pode haver custos do processo, dependendo do contrato feito com seu advogado. Por isso, é importante entender tudo antes de entrar com a ação.
Os documentos mais importantes são: carteira de trabalho física ou digital, holerites (contracheques), contrato de trabalho, comprovantes de pagamento, extrato do FGTS, carta de demissão e qualquer outro que mostre como era a relação de trabalho. Se não tiver todos, o advogado pode te orientar sobre como reunir provas.

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