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Licença paternidade mudou em 2026? Veja quantos dias o pai pode faltar no trabalho

9 de março de 2026

🤔Seu filho nasceu… mas surge a dúvida: posso faltar no trabalho sem perder o emprego?

Quando nasce um filho, muitos pais fazem a mesma pergunta:

“Quantos dias posso ficar em casa sem perder o emprego?”

Nos últimos meses, começou a circular a informação de que a licença paternidade teria aumentado para 20 dias no Brasil.

Mas isso gerou muita confusão.

Alguns trabalhadores realmente conseguem ficar 20 dias afastados do trabalho, enquanto outros ainda recebem apenas 5 dias de licença.

Neste artigo você vai entender de forma simples:

✔ quantos dias de licença paternidade existem hoje no Brasil
✔ quando a licença pode chegar a 20 dias
✔ se a empresa pode negar esse direito
✔ e o que pode mudar na lei nos próximos anos.


👶 Seu filho nasceu… mas o trabalho continua chamando

Imagine a situação.

O bebê nasce.
A família está cansada.
A mãe precisa de ajuda.

Mas o pai começa a pensar:

“Será que posso faltar no trabalho?”

Muitos trabalhadores descobrem nesse momento que não sabem exatamente quais são seus direitos.

E essa dúvida é muito mais comum do que parece.


Licença paternidade agora é de 20 dias? 📅

Não para todos.

Hoje existem duas situações diferentes no Brasil.


Regra geral da lei

O pai trabalhador com carteira assinada tem direito a:

5 dias de licença paternidade.

Esse direito está previsto na Constituição Federal.


Exceção: licença de 20 dias

Algumas empresas concedem 20 dias de licença paternidade.

Isso acontece quando a empresa participa do chamado:

🏢 Programa Empresa Cidadã

Esse programa permite ampliar o prazo de:

5 dias → 20 dias de licença

Mas muitas empresas ainda não participam desse programa.

Por isso, a maioria dos trabalhadores ainda recebe apenas 5 dias de licença.


Como saber se você tem direito a 20 dias? 🔎

Você pode verificar de três formas:

1️⃣ perguntando ao RH da empresa

2️⃣ consultando o regulamento interno

3️⃣ verificando a convenção coletiva do sindicato

Se a empresa fizer parte do programa, o pai pode receber até 20 dias de licença remunerada.


Quando começa a licença paternidade? 📆

Normalmente começa a partir do nascimento do bebê.

Exemplo:

Se o filho nascer na quarta-feira, a licença começa naquele momento.

Na maioria dos casos a contagem é feita em dias corridos, incluindo sábado e domingo.


O pai pode ser demitido por causa da licença? ⚖️

Não.

A licença paternidade é um direito garantido pela legislação brasileira.

Punir ou prejudicar o trabalhador por exercer esse direito pode gerar discussão na Justiça do Trabalho.

Advogado trabalhista em Curitiba

“O nascimento de um filho é um momento único na vida de qualquer pai. A lei existe justamente para garantir que o trabalhador possa estar presente nesse início tão importante, sem o medo de perder o emprego ou o salário.”
Rodrigo Fortunato Goulart, advogado trabalhista e Doutor em Direito - PUCPR


Pai adotivo também tem licença? 👨‍👦

Sim.

Nos casos de adoção, o pai também tem direito ao afastamento.

O objetivo é permitir a adaptação da criança ao novo ambiente familiar.


A licença paternidade vai aumentar no Brasil? 📊

Existem vários projetos de lei em discussão.

Algumas propostas defendem:

✔ ampliar a licença para 20 dias para todos os trabalhadores
✔ aumentar gradualmente o prazo nos próximos anos
✔ incentivar mais empresas a aderirem ao Programa Empresa Cidadã

Mas essas mudanças ainda não foram aprovadas.


Licença paternidade conta sábado e domingo? 📅

Na maioria dos casos, sim.
A contagem costuma ser feita em dias corridos.


Pai em contrato de experiência tem direito? 🧾

Sim.
O tipo de contrato não elimina o direito à licença paternidade.


Pai que trabalha como MEI tem licença? 💼

Não existe licença paternidade para MEI nos moldes da CLT.

Mas o trabalhador pode se afastar temporariamente das atividades.


Se o bebê nascer no final de semana, como funciona? 👶

A licença normalmente começa no dia do nascimento da criança.


❤️ Os primeiros dias de um filho nunca voltam

Os primeiros dias de vida de um bebê são únicos.

A família está se adaptando a uma nova rotina.
A mãe precisa de apoio.
O bebê depende completamente dos pais.

Por isso a legislação criou a licença paternidade:

para permitir que o pai participe desse momento tão importante.

Conhecer esse direito ajuda o trabalhador a proteger seu tempo com a família.

Advogado Trabalhista em Curitiba
Rodrigo Fortunato Goulart
OAB/PR sob nº 36.980
Com 25 anos de experiência na área trabalhista, é Mestre e Doutor em Direito pela PUCPR, Diretor do Departamento de Direito do Trabalho do Instituto dos Advogados do Paraná e Professor de Relações Trabalhistas e Saúde no Trabalho na Escola de Negócios da PUCPR.
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FREQUENTES

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Se você foi mandado embora sem justa causa, tem direito a receber: salário dos dias trabalhados, aviso prévio (se não foi cumprido), férias proporcionais + 1/3, 13º salário proporcional, multa de 40% sobre o FGTS, além de poder sacar o FGTS e, se tiver direito, pedir o seguro-desemprego. Dependendo do seu caso, pode haver outros direitos.
O salário e o FGTS devem ser pagos na data certa. Se houver atrasos constantes, isso pode ser motivo para encerrar o contrato de trabalho por culpa do patrão (rescisão indireta). Além disso, o trabalhador pode receber juros e correções pelos dias de atraso e até uma indenização por danos morais, se for o caso.
Sim. Mesmo sem registro na carteira, você pode ter direito a todos os benefícios de um trabalhador com carteira assinada, como FGTS, férias, 13º salário, INSS e outros. Se o patrão não reconhece isso, é possível entrar na Justiça e apresentar provas para garantir seus direitos.
Se você sofreu um acidente de trabalho, pode ter direito a afastamento com pagamento do INSS, estabilidade no emprego depois que voltar ao trabalho e até indenização, dependendo do caso. Se o acidente deixou sequelas, pode haver direito à aposentadoria por invalidez, pensão vitalícia (paga pela empresa) ou outros benefícios.
As horas extras só podem ser exigidas dentro da lei. Se você trabalha além do horário normal, tem direito a receber um valor maior por cada hora extra (pelo menos 50% a mais do que a hora normal). Algumas categorias podem ter regras diferentes em acordo ou convenção coletiva.
Não. O patrão não pode mudar seu contrato de trabalho para piorar suas condições sem seu consentimento. Se isso acontecer e te prejudicar, você pode ter o direito de pedir a rescisão indireta do contrato e receber todas as verbas como se tivesse sido demitido sem justa causa.
A lei garante estabilidade para mulheres grávidas desde o início da gestação até cinco meses depois do parto. Se for demitida nesse período, pode pedir para ser reintegrada ao trabalho ou receber uma indenização.
Se o patrão manda um funcionário abrir uma empresa (CNPJ ou MEI) só para continuar trabalhando do mesmo jeito que antes, isso pode ser uma fraude chamada “pejotização”. Se houver subordinação, horário fixo e obrigações como as de um empregado, pode ser possível pedir na Justiça o reconhecimento do vínculo empregatício e receber todos os direitos previsto em lei.
Sempre que tiver dúvidas ou problemas no seu trabalho, como salário atrasado, demissão injusta, assédio, não pagamento de direitos, trabalho sem carteira assinada, entre outros. Um advogado pode orientar sobre o que fazer e se vale a pena entrar na Justiça.
Na consulta, o advogado analisa o seu caso, verifica documentos, esclarece dúvidas e explica quais são os possíveis caminhos para resolver o problema. Dependendo da situação, pode ser feito um acordo com a empresa ou, se necessário, uma ação na Justiça.
O valor depende do caso e do advogado. Cada profissional tem liberdade para estabelecer o preço dos seus serviços. Profissionais experientes podem cobrar um valor fixo pela consulta ou pelo processo, enquanto outros podem trabalhar com um percentual do valor que o cliente receber no final da ação (honorários em caso de vitória). Tudo deve ser combinado antes, de forma transparente.
O tempo pode variar bastante. Se houver um acordo, pode ser resolvido rapidamente. Mas, se precisar de uma decisão da Justiça, pode levar meses ou até anos, dependendo do caso e dos recursos.
Depende. Depois da Reforma Trabalhista, quem perde a ação pode ser condenado a pagar honorários ao advogado da outra parte, mas há exceções. Também pode haver custos do processo, dependendo do contrato feito com seu advogado. Por isso, é importante entender tudo antes de entrar com a ação.
Os documentos mais importantes são: carteira de trabalho física ou digital, holerites (contracheques), contrato de trabalho, comprovantes de pagamento, extrato do FGTS, carta de demissão e qualquer outro que mostre como era a relação de trabalho. Se não tiver todos, o advogado pode te orientar sobre como reunir provas.

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