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Perícia médica do INSS após acidente de trabalho: como se preparar

9 de fevereiro de 2026

📌 Cinco minutos diante do perito podem decidir o seu futuro

A perícia médica do INSS não dura mais do que alguns minutos.

Mas o impacto da decisão pode durar anos.

Para quem sofreu acidente de trabalho, esse momento costuma ser vivido com:

  • ansiedade;
  • medo de errar;
  • receio de “falar demais”;
  • ou de “não falar nada”.

🔥 Na perícia, um erro de cinco minutos pode custar meses sem renda

Essa é a parte que ninguém avisa.

A perícia do INSS não é uma conversa livre.

Ela é um procedimento técnico, rápido e objetivo.

E o perito decide com base no que vê, no que ouve e no que está documentado.

⚖️ O que o perito do INSS realmente avalia?

O perito não analisa injustiça.

Não avalia culpa da empresa.

Não investiga ambiente de trabalho.

Ele observa, basicamente:

  • se existe doença ou lesão;
  • se há incapacidade no momento;
  • se os documentos médicos sustentam o afastamento;
  • se há coerência entre o relato e os exames.

📌 Por isso, preparação não é exagero — é necessidade.

🧾 Documentos que fazem diferença na perícia

Levar documentos incompletos é um dos erros mais comuns.

São essenciais:

  • laudos médicos atualizados;
  • exames recentes (imagem, laboratoriais, funcionais);
  • relatórios que descrevam limitações, não só diagnóstico;
  • atestados com CID e tempo de afastamento;
  • prontuários do Hospital ou clínica que lhe atendeu, se houver.

👉 Exame antigo ou genérico quase sempre enfraquece o pedido.

Advogado Trabalhista em Curitiba

Segundo o advogado trabalhista Rodrigo Fortunato Goulart, doutor em direito,
“na perícia do INSS, o trabalhador não perde o direito por falta de dor — perde por não saber como provar o que sente.”

💬 “Posso explicar minha dor ao perito?”

Pode — e deve.

Mas com clareza.

O perito precisa entender:

  • o que você não consegue fazer;
  • quais movimentos causam dor;
  • como a lesão afeta o trabalho;
  • se houve piora ao longo do tempo.

⚠️ Frases vagas como “sinto dor” raramente ajudam.
Descrever limitações objetivas ajuda muito mais.

⚠️ O erro mais comum: tentar parecer “forte”

Muitos trabalhadores pensam:

“Se eu parecer fraco, posso ser demitido.”

E acabam:

  • minimizando a dor;
  • dizendo que “dá para trabalhar”;
  • escondendo limitações.

O resultado costuma ser a negativa.

📌 A perícia não é teste de resistência.
É avaliação de incapacidade.

⚖️ E se o perito concluir que estou apto?

Isso acontece com frequência.

E não encerra seus direitos.

Se a perícia negar:

  • o benefício pode ser questionado judicialmente;
  • o enquadramento pode ser corrigido;
  • a Justiça pode reconhecer a incapacidade ou a natureza ocupacional.

👉 A decisão do perito não é definitiva.

⚠️ Doença ocupacional e acidente de trajeto também entram na perícia?

Sim.

A perícia pode envolver:

  • acidente típico;
  • doença ocupacional (L.E.R., coluna, burnout, etc.);
  • acidente de trajeto, conforme o contexto legal.

O erro comum é achar que só “acidente com máquina” gera direito.

🧠 O que fazer antes da perícia (checklist simples)

✔️ organize documentos em ordem de datas;
✔️ leve exames recentes;
✔️ saiba explicar suas limitações;
✔️ não dramatize, mas não minimize;
✔️ vá com calma e clareza;
✔️ não esconda sintomas por medo.

Esses cuidados simples mudam resultados.

🎗️ Um recado para quem vai enfrentar a perícia

A perícia do INSS assusta porque parece decisiva.

Mas ela não define quem você é.

Nem apaga o acidente que aconteceu.

Ela é apenas uma etapa.

E etapas podem ser corrigidas quando analisadas com técnica.

Buscar informação antes evita arrependimentos depois.

⚖️ Conclusão: perícia não é armadilha, mas exige preparo

Quem chega despreparado depende da sorte.

Quem chega informado protege seus direitos.

A perícia médica do INSS pode negar, errar ou limitar.

Mas o direito não desaparece com um “indeferido”.

Entender o procedimento é o primeiro passo para não sair dele prejudicado.

Em caso de dúvidas, consulte sempre um advogado trabalhista de sua confiança.

Veja também:
Acidente de trabalho: Direitos do trabalhador e sua família 
Qual o valor da pensão por morte em caso de acidente de trabalho?

Advogado Trabalhista em Curitiba
Rodrigo Fortunato Goulart
OAB/PR sob nº 36.980
Com 25 anos de experiência na área trabalhista, é Mestre e Doutor em Direito pela PUCPR, Diretor do Departamento de Direito do Trabalho do Instituto dos Advogados do Paraná e Professor de Relações Trabalhistas e Saúde no Trabalho na Escola de Negócios da PUCPR.
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FAQ

PERGUNTAS
FREQUENTES

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Se você foi mandado embora sem justa causa, tem direito a receber: salário dos dias trabalhados, aviso prévio (se não foi cumprido), férias proporcionais + 1/3, 13º salário proporcional, multa de 40% sobre o FGTS, além de poder sacar o FGTS e, se tiver direito, pedir o seguro-desemprego. Dependendo do seu caso, pode haver outros direitos.
O salário e o FGTS devem ser pagos na data certa. Se houver atrasos constantes, isso pode ser motivo para encerrar o contrato de trabalho por culpa do patrão (rescisão indireta). Além disso, o trabalhador pode receber juros e correções pelos dias de atraso e até uma indenização por danos morais, se for o caso.
Sim. Mesmo sem registro na carteira, você pode ter direito a todos os benefícios de um trabalhador com carteira assinada, como FGTS, férias, 13º salário, INSS e outros. Se o patrão não reconhece isso, é possível entrar na Justiça e apresentar provas para garantir seus direitos.
Se você sofreu um acidente de trabalho, pode ter direito a afastamento com pagamento do INSS, estabilidade no emprego depois que voltar ao trabalho e até indenização, dependendo do caso. Se o acidente deixou sequelas, pode haver direito à aposentadoria por invalidez, pensão vitalícia (paga pela empresa) ou outros benefícios.
As horas extras só podem ser exigidas dentro da lei. Se você trabalha além do horário normal, tem direito a receber um valor maior por cada hora extra (pelo menos 50% a mais do que a hora normal). Algumas categorias podem ter regras diferentes em acordo ou convenção coletiva.
Não. O patrão não pode mudar seu contrato de trabalho para piorar suas condições sem seu consentimento. Se isso acontecer e te prejudicar, você pode ter o direito de pedir a rescisão indireta do contrato e receber todas as verbas como se tivesse sido demitido sem justa causa.
A lei garante estabilidade para mulheres grávidas desde o início da gestação até cinco meses depois do parto. Se for demitida nesse período, pode pedir para ser reintegrada ao trabalho ou receber uma indenização.
Se o patrão manda um funcionário abrir uma empresa (CNPJ ou MEI) só para continuar trabalhando do mesmo jeito que antes, isso pode ser uma fraude chamada “pejotização”. Se houver subordinação, horário fixo e obrigações como as de um empregado, pode ser possível pedir na Justiça o reconhecimento do vínculo empregatício e receber todos os direitos previsto em lei.
Sempre que tiver dúvidas ou problemas no seu trabalho, como salário atrasado, demissão injusta, assédio, não pagamento de direitos, trabalho sem carteira assinada, entre outros. Um advogado pode orientar sobre o que fazer e se vale a pena entrar na Justiça.
Na consulta, o advogado analisa o seu caso, verifica documentos, esclarece dúvidas e explica quais são os possíveis caminhos para resolver o problema. Dependendo da situação, pode ser feito um acordo com a empresa ou, se necessário, uma ação na Justiça.
O valor depende do caso e do advogado. Cada profissional tem liberdade para estabelecer o preço dos seus serviços. Profissionais experientes podem cobrar um valor fixo pela consulta ou pelo processo, enquanto outros podem trabalhar com um percentual do valor que o cliente receber no final da ação (honorários em caso de vitória). Tudo deve ser combinado antes, de forma transparente.
O tempo pode variar bastante. Se houver um acordo, pode ser resolvido rapidamente. Mas, se precisar de uma decisão da Justiça, pode levar meses ou até anos, dependendo do caso e dos recursos.
Depende. Depois da Reforma Trabalhista, quem perde a ação pode ser condenado a pagar honorários ao advogado da outra parte, mas há exceções. Também pode haver custos do processo, dependendo do contrato feito com seu advogado. Por isso, é importante entender tudo antes de entrar com a ação.
Os documentos mais importantes são: carteira de trabalho física ou digital, holerites (contracheques), contrato de trabalho, comprovantes de pagamento, extrato do FGTS, carta de demissão e qualquer outro que mostre como era a relação de trabalho. Se não tiver todos, o advogado pode te orientar sobre como reunir provas.

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